MÚSICAS

sábado, 6 de setembro de 2014

III. Teahupoo


11/8/14 - Segunda-feira






De volta pra segunda-feira, fomos bem cedo ao Magasin Teahupoo (5 min) pra comprar cartão telefônico e ligar pra Sampa a fim de bloquear meu cartão engolido. Aproveitamos pra experimentar a Hinano, cerveja do Tahiti, vendida em todos os lugares.




Consegui falar com a administradora do cartão com sucesso. O único problema foi a atendente Aline ter bloqueado o cartão adicional e não o que ficou preso na máquina. Eita, código laranja de tensão no ar e estampado na cara da Alê, que tentou comprar mais Hinano e teve o cartão recusado.

"Cara, não tem mais saldo! Usaram todo nosso dinheiro!! Fudeu!!!
"Calma, fica fria que ainda temos um terceiro cartão com menos grana mas temos saúde pra trampar se precisar...", disse a ela, que tava com o coração já na boca, mastigando sangue. Liguei de novo e consegui consertar o mal entendido, checando o saldo pra ver se ninguém havia arrombado a máquina durante a madrugada e gasto todo nosso dinheiro num resort, por exemplo. Ufa! Tava tudo lá!! Ainda tínhamos 5 milhões de euros pra gastar na Polinésia...



Agora era resolver o lance do saque. Pra isso precisaríamos ir até a vila de Taravao, com mais estrutura que Teahupoo, tentar sacar em outros bancos.

Aproveito agora pra deixar registrado os valores de câmbio, colocando daqui pra frente tudo em Franco Polinésio (xpf). E as coisas lá realmente são caras. Bem mais que imaginei!

Chegou uma hora que paramos de converter pra não levar mais sustos nem ficar deprimido...
100 xpf = 2,73 reais = 1 euro;
1.000 xpf = 27,3 reais = 10 euros;
10.000 xpf = 273 reais = 100 euros.





Logo depois do alívio seguimos pela estrada fazendo aquele reconhecimento tradicional da área. Paramos num tal de Chez Matador, que pelo horário tava abrindo pro almoço. Lá nos atendeu uma simpática senhora que a Alê achou que tinha cara de bruxa da Branca de Neve. Talvez um pouco... Acabamos só tomando algo pois ela veio com uma história de que houve um acidente na cozinha então nada de rango.





Já na praia de Teahupoo, de areia escura e pedregosa, comemos algo num daqueles quiosques à beira-mar. Provamos o famoso poisson cru, uma espécie de ceviche feito com peixe no leite de côco. Très bon!

VÍDEO







Depois do meu primeiro mergulho no Pacífico, passamos uma ponte que dava, aí sim, numa área de frente pro pico da onda de Teahupoo, onde rola o Billabong Pro Tahiti.


Galinhas peludas em Teahupoo


Na volta, tentamos nossa primeira carona e...deu certo na primeira tentativa! É bom pois é mais uma oportunidade de desenrolar a língua e conseguir informações. Ao chegar na pousada, um belo de um pôr-do-sol com o Warren cortando um atum imenso e o Lapô experimentando um sashimi fresquíssimo e falando com seu engraçado sotaque franco-baiano.

Lapo, Karine, uma de suas filhas gêmeas e Warren













O lance agora era começar a procurar um lugar pra ficar depois dos nossos três dias de pousada. Pensamos em Moorea, ilha mais próxima do Tahiti (25 min de ferry boat) e onde de fato já se encontram as paradisíacas praias que embelezam a Polinésia e as revistas de turismo. O Tahiti é famoso por ser a capital da Polinésia, ter mais estrutura e também por ser a maior de todas as 118 ilhas. Mas as águas transparentes você começa a ver a partir de Moorea.


12/8/14 - Terça-feira

Nos disseram que não existiam cobras no Tahiti. Assaltante e flanelinha também não vi. Mas tem muita lagartixa e galo. Depois de outra noite com barulho de mar e quinhentos galos cacarejando nas redondezas, fomos bem cedo de ônibus pra Taravao tentar sacar grana pois tínhamos que pagar a pousada que não aceitava cartão. Aliás cartão só mesmo em restaurantes, mercados e pousadas ou hotéis mais estruturados já que pra ter a máquina de crédito é muito caro. Essa caristia e os impostos sobre bebidas com álcool, impedem os estabelecimentos menores como os quiosques de venderem cerveja também. Tinha que comprar no mercado.





Em Taravao não conseguimos sacar novamente e começamos a ficar preocupados quando ganhamos uma carona de uma mina muito gentil do Banque de Polynésie até o Banque Generale, onde ela disse que seria possível o saque pra estrangeiros e não rolou. Vixe! Código amarelo de tensão novamente.

Só conseguimos sacar na última opção bancária que restava, o Banque de Tahiti, que tinha convênio pra saques com nosso cartão (aparecia o logo Plus na máquina).


Nossa salvação!


Voltamos de busão, depois de bastante tempo novamente esperando "ocorrer" este veículo, enquanto tentávamos trocar ideia com um maluco chamado Pascal e que puxou conversa com a gente. De lá já emendamos direto pra marina de Teahupoo a fim de alugar um táxi-boat pro pico da onda-quebra-crânio. Pagamos 2500 xpf cada um com direito a 1 hora de passeio.

Com um acidente feio e vitória de um tahitiano, o Trials, que dá vaga pra etapa principal já tinha rolado


Algumas boas fotos e filmagens apesar do mar já ter baixado.

VÍDEO


VÍDEO


Passamos na volta outra vez no Chez Matador e aproveitamos pra cobrar duas Hinanos que a Madame Marlene Bruxá nos ficou devendo.



Sonequê no fim de tarde à beira do mar e depois comemos dois PF's sarados num quiosque de praia a 45 reais cada! Como disse, melhor era não converter mesmo. De lá, outra carona pra pousada.




Com uma Super Lua Cheia, esse dia tão perto do mar...





...eu ofereci pra minha maninha Vá.

Um comentário:

  1. Muita adrenalina bancária !!!! Rsrs... Parabéns pela aventura Fabio.

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