MÚSICAS

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

IV. Moorea 1


13/8/14 - Quarta-feira

Acordei de madrugada com uma bela duma chuva. Não conseguia dormir, preocupado em reservar lugar em Moorea, onde decidimos passar uns dias. O wifi da pousada tava surpreendentemente bom e consegui reservar em dois lugares. Só teve um problema. Meu email estava gravado errado no Booking e não recebi retorno. Foi a pegadinha do site 1!

Fiz um lanche e dormi mais tranquilo. De manhã percebi que o email estava errado e não sosseguei até reservar novamente algo e também passar na marina pra pegar infos dos horários do ferry boat pra Moorea, já que a intenção era que o Warren nos levasse pra Papeete no horário certo.

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Reservada a Pension La Plage e visto os horários do ferry, zarpamos pra Moorea numa viagem de 25 minutos com a certeza e o relax do dever cumprido.

Novamente o relax virou tensão pois descobrimos com um taxista no porto de Moorea que a tal Pension de La Plage era na verdade no Tahiti, ou seja, acabamos chegando sem nada reservado de fato, o que deu um certo receio pela situação e pela cara da Alê... Pegadinha do site 2!

Phillip, o taxista, nos deu uma força e nos levou pra uma região onde poderia haver uma pensão mais em conta que o Sofitel, resortão mais próximo do porto. Na terceira tentativa depois de duas lotadas, fechamos na Fare Maeva-i-Moorea, pensão de bangalôs com jardim, pequena, mas com seu charme meio místico e tudo organizado usando o feng shui. Maeva, a dona do lugar, me pareceu bem gente boa, sempre preocupada com seu gato Tchongo e um outro de rua que a adotou (Mongo??)










Mosquiteiros nas camas: essencial


Depois de fazer reserva em um albergue para os próximos dias já que o da Maeva tava caro (mesmo preço da pousada em Teahupoo, ou seja, 10 mil xpf a diária), pegamos algumas dicas de Moorea e já seguimos a do jantar no Golf Lodge, a uns 500 m seguindo pela estrada escura, meio sinistra, bem ao lado do aeroporto da ilha.

Lá vimos que a inflação monetária dava as caras bem forte mas o mais curioso foi a pessoa que nos serviu, que não era anjo mas que ficamos discutindo seu sexo a noite toda. Eu achei que era mulher e a Alê achou o contrário. Continuamos na dúvida quando perguntamos seu nome, Raiman ou algo assim, que não nos ajudou em nada. Esse foi apenas um dos seres andróginos que vimos por lá, já que tem muitas mulheres bem fortinhas e realmente fica uma dúvida no ar.

O carpaccio de atum era caro pra chuchu mas incrível de bom!

Amanhã decidimos se ficamos uma noite mais. Precisamos ver como é a praia.


14/8/14 - Quinta-feira

Dia mais bem aproveitado até aqui. Levamos o dia no modo relax total! Pela manhã a Maeva fez compras e muito gentilmente nos trouxe uma baguetona com café. Super!
Saímos em reconhecimento pela praia de conchas lá perto tentando chegar no Sofitel, na Praia de Temae. A praia é pública, mas não se pode sentar nas cadeiras do hotel.


Só chegamos lá mesmo pela estradinha e, pela primeira vez, nós nos deparamos com a cor do mar em Moorea. Difícil crer que é mar. E tava lá, bem atrás do gol do campinho de areia...






Passamos algum tempo na praia, só curtindo e admirando aquele cenário de Revista Caras. Incrível! No mar, a correnteza era tão forte que dava pra nadar sem sair do lugar, vendo tudo como numa piscina. Nunca experimentei isso!












Fomos depois pegar carona pro mercado, em Maharepa, onde descobrimos que devolvendo o vasilhame de breja vazio, vc recebe uma graninha. Também descobri que abrir garrafa na porrada pode te deixar sem garrafa, sem a breja e sem devolução de graninha...

Outra coisa pitoresca é que a baguete tá em todo lugar. Vai embaixo do braço, na cesta de bicicleta e até na esteira do supermercado sem nenhum pacote ou embalagem.

Mais um rolê de reconhecimento, seguindo pela estrada até a famosa Baía de Cook pra ver o que tinha de interessante.






Voltamos antes do anoitecer pra pegar ainda o belo pôr-do-sol na praia, perto do bangalô. Fui pra lá sozinho, curioso de ver alguma baleia Jubarte que a Maeva disse que podia dar o ar da graça. Não vi nada, embora pudesse sentir tudo.


VÍDEO


15/8/14 - Sexta-feira

Último dia na Maeva. Já tinha reservado La Pension Motu Iti, albergue em Pihaena, pra mais tarde. Com café da manhã comprado no dia anterior, poupamos a Maeva dessa função. Novamente ela foi gentil com a gente e nos emprestou duas bicicletas pra irmos conhecer o Lagoonarium, mais ao sul de Moorea. Lá rola um passeio onde dá pra alimentar arraias e filhotes de tubarão!


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Tudo belezinha até ver que a Alê não andava de bike há pelo menos uns 15 anos... Fui preocupado até lá, num rolê de menos de 10 Km, mas que durou mais de uma hora pois fomos andando a pé vários trechos com receio dos carros na estrada, já que pra esse lado da ilha não tinha ciclovia.
Pagamos 3.200 xpf mais 2.000 pelo almoço pra uma pessoa (bem bom, com arroz e frango ao curry preparado por um tal de Gegê).



Crianças pescando na vara e na raça! Ao fundo, o motu

A alimentação dos peixes era feita num motu, ou seja, uma das ilhotas que ficam ao redor das ilhas maiores. E foi uma experiência muito diferente, com arraias e pequenos tubarões passando no meio das nossas pernas, além de uma variedade enorme de peixes coloridos! O ponto alto foi quando surgiu uma (talvez mais de uma) baleia dando uns mergulhos bem perto da gente, a 100 m de distância. Bicho bobo que a gente é... Ficamos maravilhados com esse cotidiano natural do Reino Animal, tão intrigante e distante que é.


Peixe-pedra cheio de espinhos venenosos...

...sapatilhas indispensáveis!



Várias bartenders gostosas no motu...








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Voltando pra casa...rsrs

Voltamos de lá com vontade de passar a noite no motu, num retorno (bem mais à vonts nas bikes) de menos de meia hora pro nosso bangalô, pegando um caminho que passava no meio do bacanudo Sofitel. Lembrei das aulas de francês e já podia dizer: Je fais du vélo!

Missão do dia cumprida, sem acidentes, fomos levados pro albergue pela Maeva, o marido e a filha, já que não conseguimos táxi devido ao horário. Ainda compramos dela um pareô feito pela sua filha, em agradecimento pelas gentilezas. E também porque infestamos nossas cangas com umas bolinhas cheias de espinhos na hora de descansarmos na grama do coqueiral. Impossível tirar aquilo.


Merci, Maeva!





Recebidos por Auguste, um tahitiano que só fala rindo e tem cara de chinês, estamos agora recém instalados no albergue a beira-mar, num quarto misto com 15 camas!


E sem mosquiteiro.







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