MÚSICAS

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sábado, 28 de março de 2026

Momento 100 m rasos


ficando exatamente igual a quem eu queria ser 30 anos atrás. 




A rapidez não é meu forte. 🏃

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Poema das vogais forçadas


Pra que serve a poesia 

senão pra fazer a gente pensar

com neurônios que 

não costumamos usar


Tampouco aqueles olhos

que não podemos ver

Enxergar os meandros de ideias

que nem concebíamos ter


Às vezes nos perdermos

nos encontrarmos até bem refletir

Reconhecer sentimentos

sem podê-los definir


O que ocorre com a poesia

quando nos arrebata com furor

é tudo, é nada

eu até me esqueço da dor


Das dores, dos amores

dos opostos de Kuala Lumpur

que a poesia então, ao fim e ao cabo

Forja minha rima com o filme Ben Hur








segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Percepções 2


 Novas percepções de hoje em dia, depois daquelas de 2016...

(Perceber/reparar/se dar conta)

  • Hoje com o home office, me dei conta que trabalhando mais de vinte anos integralmente presencial eu não vivia, e sim sobrevivia. Há vida fora do escritório e nosso tempo é precioso demais pra gastar tanto com tanto trabalho.
  • Sem sombra de dúvidas, pra mim, esse foi o inverno mais frio dos últimos 10 ou 15 anos! ⛄
  • Percebo que o que tem de ipês amarelos florescendo lindamente por aí, não está nos descansos de tela. 
  • Aquele acessório que não sai das nossas mãos, nos distrai e hipnotiza, o celular, é ótimo pra anotar rapidamente fluxos de pensamentos que me/nos ocorrem antes que escapulam.
  • Tenho reparado que às vezes parece que só eu não tenho tatuagem. Já quis ter uma pra me diferenciar de um jeito mais profundo, mas se faço hoje fico igual a todo mundo (rimou).
  • Agora com dois filhotes tão amados e amorosos, concluo que tudo que fazemos, fazemos pra eles. Para que tenham a melhor base de valores, caráter e formação possíveis. Afinal eles precisam se virar muito bem quando não estivermos mais por perto.
  • Também reparei que apesar da distância ter aumentado, meus kids estão mais próximos de mim.

VÍDEO

  • Com alguma quase certeza, percebo que meu time deve se manter na 1ª Divisão do Brasileirão em 2026.

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Físico, energético ou...mental?

 


Algo não tá normal.

Sinto uma insegurança esquisita. Desde a saída de Sampa, tudo redondo pra viajar mas me sentia estranho dessa vez.
Senti arrepios, suores frios...
Sei lá o que é, pois nunca senti isso, ué!

No farol fechado, trânsito congestionado, tô ali parado quando sou abordado pra limpeza do vidro do carro. O rapaz pediu um troco e eu neguei. "Não precisa limpar pois não tenho nada aqui pra te pagar, brother". Então o cara mudou a estratégia e começou a me ameaçar com um olhar raivoso dizendo que o irmão dele estava lá perto e iria quebrar meu vidro do carro. Ofereci então umas frutas que eu tinha ali do meu lado pra trocar pela limpeza, afinal não ando com dinheiro e nem carteira uso mais. Nada feito. O cara de olhos raivosos, incrivelmente amarelos (!), continuou com as ameaças insistindo pra lhe dar alguma grana senão iriam quebrar meu vidro. Questionei, meio desesperei, me inconformei com tanto ódio gratuito. "Por quêêêê, mano? Pra quêêê isso?? Não tenho nada aqui mas te dou essas frutas que é o que eu tenho pra te ajudar". Então o farol abriu, ele desistiu e se apaziguou mandando eu ir com Deus. Que doidêra! 

Pra quem estava se sentindo estranho, esse episódio me deixou ainda mais cabreiro sem nem ter chegado na Marginal Tietê! Bizarro.

Não entendia o que sentia e essa incompreensão se misturou com o susto, me fazendo divagar se eu precisava mesmo ir. Caramba, se eu não for como vou descobrir o que tá acontecendo?
Preciso ver onde isso vai dar, pois se eu voltar não saio do lugar nem consigo definir o que aconteceu. O lance será viver os próximos dias dessa viagem (pra Ubatuba e Saquarema em seguida) tentando identificar esse algo estranho temor que me chegou.

E na real, não tenho nada pra me preocupar. Meus pequenos,  meus familiares, todos bem, assim como no meu trabalho também. Meu time então, nem tá jogando.
Tenho vivido uma tão boa paz de espírito nos últimos tempos. 

Então, de onde vem isso? 😕

Em Ubatuba, contei dessa sensação pra minha prima Dani, bastante perdido sobre a origem de tudo isso. Pensei ser algo energético ou espiritual mas não melhorou depois de um banho de cravo que tomei no dia seguinte. Sentia porém no físico, me sentindo meio fracote, frágil mesmo, sem nenhum vestígio de doença, a não ser que fosse algo mental.
Coisa da minha cabeça? Podia ser também. Se não consigo identificar a causa, lógico que deve ser psicológico.

E parte da resposta veio no caminho de Ubatuba pra Saquarema, atravessando a Ponte Rio-Niterói, quando pude notar um certo relaxamento, pelo menos aparentemente.
Teria sido um receio de passar pelo Rio? Um medo exacerbado, porém aqui dentro entocado. Confesso que realmente não me sinto à vontade pra dirigir no Rio, mas se senti menos peso nas costas quando fui chegando em Niterói, me pareceu uma possibilidade de ter sido esse o tal temor que eu sentia. Plausível era.

Em todo caso, não foi de uma vez. Senti estranhas dores no corpo, pois esse lance do psicológico claramente afetou o físico. Fui melhorando aos poucos em Saquarema, dia após dia, me reequilibrando com a boa energia de lá e a vibe das pessoas. Tudo parecia igual ao ano passado exceto esse sentimento diferente que precisei e procurei sublimar, me exercitando nos rolês de bike, além de longas caminhadas na praia, me resguardando durante a noite lendo os livros que levei na bagagem. Planos mais ousados, como pegar onda por exemplo, deixei pra lá. Vi a galera jogando altinha pensando "Nem pensar!". De fato, não me sentia capaz de surfar muito menos jogar bola. 

      Espero melhorar até voltar.


domingo, 13 de abril de 2025

Dia da Família

 


Outro dia os kids me perguntaram: "Pai, qual seu maior sonho?"

Era algum tipo de negociação que a Mila queria fazer pra realizar meu sonho e eu lhe conceder alguma coisa que ela estava pedindo aos miados, como sempre.

Disse a eles que, pensando bem, eu não tinha mais um graaaaande sonho na vida pois acho que conquistei tudo que considerei legal de alcançar um dia. 

Nunca fui de muitas ambições. Quando eu era mais jovem, alimentava uma vontade de morar na Austrália alguma vez mas não é mais um grande sonho meu. Conheci muitos lugares chocantes e isso me apaziguou.

Tem coisas que pra mim eram tão importantes mas agora realmente já não me são mais. Como na música, dou muito mais valor hoje a uma mente quieta, uma espinha ereta e um coração tranquilo.

Mas com certeza, algo que pensava ser legal de alcançar era constituir uma família bacana como aquela onde nasci e fui cuidadosa e amorosamente criado. Tendo isso como base, a vida pode ser muito melhor aproveitada.

É o que queremos pra eles. Que aproveitem a vida da melhor maneira possível.
Tendo uma boa base, mesmo que não tão juntinha como antes, mas com todo o cuidado e amor que a gente possa lhes proporcionar.

Sempre.




Gael e os 
superpoderes da sua família!
VÍDEO








quarta-feira, 26 de março de 2025

Criancices



Exercícios de ser criança

No aeroporto o menino perguntou:

- E se o avião tropicar num passarinho?

O pai ficou torto e não respondeu.




O menino perguntou de novo:

- E se o avião tropicar num passarinho triste?

A mãe teve ternuras e pensou:

Será que os absurdos não são as maiores virtudes da poesia?

Será que os despropósitos não são mais carregados de poesia do que o bom senso?





Ao sair do sufoco o pai refletiu:

Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças.

E ficou sendo.

(Manoel de Barros)





sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Máquina do Tempo

 

Manja um quadro impregnado na sua memória? É este!


Aqui reproduzo uma mensagem que mandei pro Ricardinho, como era conhecido na vizinhança um super brother nosso (meu e dos meus irmãos). Parceirão das brincadeiras e histórias da nossa infância, adolescência e vida adulta também. Costumávamos dizer que nos conhecemos nas barrigas das nossas mães, pois elas já se conheciam antes da gente. Ficávamos tanto tempo juntos que minha mãe dizia pro Ricardo: "Pô, Ricardinho, só falta você dormir aqui em casa", e ele já respondia: "Oba, posso dormir então, Tia?".

Histórias não faltaram. Era só ouvirmos tocar o sino e já íamos todos tomar banho pra entrarmos de bico nas festas de casamento na igreja onde jogávamos bola. Ricardinho não jogava, ele era perna de pau. Mas no resto, tava sempre dentro: escola, escotismo, brincar de Polícia e Ladrão (de bikes), jogo de taco, skate e principalmente, na adolescência, tentar ganhar as minas no shopping. A gente tentava, ele ganhava. Filha da mãe. Da mãe Leonor que também foi um pouco nossa mãe e que mora com imenso carinho nos nossos corações.

O Ri mora na praia hoje. E nesse dia, nos falamos um pouco por telefone depois de muuuuito tempo, pois sua mãe fez questão de ligar pra ele durante nossa visita.

"E aí, Ri...blz? Foi  muito legal rever sua mãe hoje. Enquanto esperávamos o Fê chegar com a chave pra entrarmos na nossa antiga casa, passei com os kids na frente da sua casa e vi a porta aberta. Fiquei na dúvida se ela ainda morava lá então ficamos algum tempo na frente tentando ouvir a conversa pra ver se eu reconhecia uma voz que tanto ouvi na minha vida, afinal ela era tipo uma segunda mãe pra gente. Gael me falou que tinha uns porta retratos na sala e eu até tirei uma foto pra tentar ver se eram da família Cerulli ou não. Mas ficou muito ruim e embaçado então tive que descer do carro e tocar a campainha. Me atendeu a Vanusa, que por um instante pensei se não poderia ser alguma outra antiga empregada da sua mãe. Lembrei da Solange…tinha uma com esse nome, não? Daí a Vanusa avisou lá dentro e veio a Tia Leonor, 93 anos, toda alegrinha querendo ver qual amigo seu estava tocando a campainha. Ela me pareceu ótima, apesar da pouca visão que nem minha mãe. Mesmo assim elogiou a Mila e o Gael dizendo que eram lindos. Concordei, agradecido, mas acredito que ela estava enxergando mais com o coração do que com os olhos. Ficou emocionada, assim como eu. Nos convidou pra entrar e então voltei pra dentro da sua casa depois de trocentos e oitenta mil anos, onde tudo me pareceu tão familiar e gostoso de rever, e onde pude agora ter a  oportunidade de contar pros meus filhos algumas historias que vivemos lá. Contei pra eles que a primeira vez que andei com uma bicicleta sem rodinhas foi bem em frente à sua casa, com a sua bicicleta branca e que ainda consigo lembrar nitidamente a sensação gostosa que foi andar livre das rodinhas pela primeira vez, no meu próprio equilíbrio. Também não resisti e fui ver o quintal onde brincamos tanto de Falcon, piscina e aquele brinquedo de uma bola que passa por dois fios e a gente abria os braços pra bola correr até a outra ponta. Se bobear deve existir ainda hoje com outro nome.


Enfim, meu camarada, foi uma surpreendente viagem no tempo que tive o prazer de fazer com meus filhotes e junto com sua mãe hoje. Quem sabe consigo juntar agora as nossas mães pra tentarem trocar uma ideia. Vai ser no mínimo engraçado com as duas sem escutar nem enxergar direito…😄. Teremos que ajudá-las a se entenderem."



Nesse quintal, vivemos muito da nossa história


















Nessa conversa, o Ri me contou do falecimento de um grande amigo  das antigas. Foi no início de 2024 e eu nem soube de nada.
 

Dedico esse post ao nosso velho amigo e vizinho de rua,

 José Zebele.

🙏😔

domingo, 11 de agosto de 2024

Graduação

 



quase dez anos, prestei este vestibular. Agora com duas criaturinhas repletas de lindas páginas já escritas, me sinto na Graduação! 

Que venham a Pós, o Mestrado e o Doutorado então.

Não sou um pai perfeito. Mas também sei lá...o que seria o pai perfeito? Talvez aquele que tivesse, no mínimo, a vida revirada de tal forma que sua vida não fosse mais a vida mais importante do mundo,  mas a dos seus filhos. Isso no mínimo. No máximo, aí sim, pode ter incontáveis tamanhos.

Tento seguir o tamanho que meu pai teve pra mim e pros meus irmãos. Tenho certeza que eles sabem e o dimensionam da mesma forma que eu: um pai perfeito pra gente!

Ele não se esforçava pra parecer o pai ideal pois pra ele era totalmente natural sê-lo. O sentimento de amor o deixava levar junto com e pelos filhos. Então aprendi assim, naturalmente, com ele.

Mila e Gael, hoje e desde que vocês pintaram na minha vida, me deixo levar pelo amor pra cuidar de vocês.

Fica mais fácil e mais natural.

É o ideal.

VÍDEO



sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Conflitos...


 ...existenciaaaaaaaaaais, tomam conta da minha cabeça.

Todos os erros que eu cometi,

contrariando uma voz que eu não quis ouvir.


Conflitos existenciaaaaaaaaissss, tomam conta da minha consciência,


De onde eu vim e quem soooooooou?


Por que eu estou aqui e pra onde vou?










domingo, 2 de junho de 2024

Ch-ch-ch-ch-chaaangesss...!

 


Enquanto a galera foi curtir o Museu das Ilusões...















... eu fui fazer minha mudança pra Leeds, a duas quadras de Sheffield!



Pronto. Já desmanchei minha relação e uma vez mais iniciei uma nova fase, como há doze anos

Estamos tratando do fim como tratamos o começo: com todo o cuidado e amor, principalmente com Mila e Gael. Está tudo bem, afinal é o fluxo natural das circunstâncias. Mudanças. Mas a gente se sente meio esquisito, admito. Erro os interruptores, não me acho nos espaços. Fico um pouco pra lá e pra cá, querendo me encaixar nesse novo lar como se  fosse um ator ensaiando uma nova peça, tentando encontrar meu lugar certo no palco.

É curioso e interessante.

E com música, tudo fica mais fácil.


VÍDEO