Tô ficando exatamente igual a quem eu queria ser 30 anos atrás.
A rapidez não é meu forte. 🏃
Rastros & Registros de Memória Volátil (para os meus filhotes, principalmente, e quem mais se interessar)
Pra que serve a poesia
senão pra fazer a gente pensar
com neurônios que
não costumamos usar
Tampouco aqueles olhos
que não podemos ver
Enxergar os meandros de ideias
que nem concebíamos ter
Às vezes nos perdermos
nos encontrarmos até bem refletir
Reconhecer sentimentos
sem podê-los definir
O que ocorre com a poesia
quando nos arrebata com furor
é tudo, é nada
eu até me esqueço da dor
Das dores, dos amores
dos opostos de Kuala Lumpur
que a poesia então, ao fim e ao cabo
Forja minha rima com o filme Ben Hur
Novas percepções de hoje em dia, depois daquelas de 2016...
(Perceber/reparar/se dar conta)
Exercícios de ser criança
No aeroporto o menino perguntou:
- E se o avião tropicar num passarinho?
O pai ficou torto e não respondeu.
Saca quando você ouve uma música e seu cérebro, imediatamente, aciona a memória afetiva...pois é!
Eva 1984
Being Boring 1990
I Heard it Through the Grapevine 1996
One Drop 1998
Na Moral 2001
Rocky Racoon 2002
Tear 2003
Silent Sigh 2005
Todo Se Transforma 2007
D.A.N.C.E. 2008
That´s Where You´re Wrong 2011
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Aqui reproduzo uma mensagem que mandei pro Ricardinho, como era conhecido na vizinhança um super brother nosso (meu e dos meus irmãos). Parceirão das brincadeiras e histórias da nossa infância, adolescência e vida adulta também. Costumávamos dizer que nos conhecemos nas barrigas das nossas mães, pois elas já se conheciam antes da gente. Ficávamos tanto tempo juntos que minha mãe dizia pro Ricardo: "Pô, Ricardinho, só falta você dormir aqui em casa", e ele já respondia: "Oba, posso dormir então, Tia?".
Histórias não faltaram. Era só ouvirmos tocar o sino e já íamos todos tomar banho pra entrarmos de bico nas festas de casamento na igreja onde jogávamos bola. Ricardinho não jogava, ele era perna de pau. Mas no resto, tava sempre dentro: escola, escotismo, brincar de Polícia e Ladrão (de bikes), jogo de taco, skate e principalmente, na adolescência, tentar ganhar as minas no shopping. A gente tentava, ele ganhava. Filha da mãe. Da mãe Leonor que também foi um pouco nossa mãe e que mora com imenso carinho nos nossos corações.
O Ri mora na praia hoje. E nesse dia, nos falamos um pouco por telefone depois de muuuuito tempo, pois sua mãe fez questão de ligar pra ele durante nossa visita.
"E aí, Ri...blz? Foi muito legal rever sua mãe hoje. Enquanto esperávamos o Fê chegar com a chave pra entrarmos na nossa antiga casa, passei com os kids na frente da sua casa e vi a porta aberta. Fiquei na dúvida se ela ainda morava lá então ficamos algum tempo na frente tentando ouvir a conversa pra ver se eu reconhecia uma voz que tanto ouvi na minha vida, afinal ela era tipo uma segunda mãe pra gente. Gael me falou que tinha uns porta retratos na sala e eu até tirei uma foto pra tentar ver se eram da família Cerulli ou não. Mas ficou muito ruim e embaçado então tive que descer do carro e tocar a campainha. Me atendeu a Vanusa, que por um instante pensei se não poderia ser alguma outra antiga empregada da sua mãe. Lembrei da Solange…tinha uma com esse nome, não? Daí a Vanusa avisou lá dentro e veio a Tia Leonor, 93 anos, toda alegrinha querendo ver qual amigo seu estava tocando a campainha. Ela me pareceu ótima, apesar da pouca visão que nem minha mãe. Mesmo assim elogiou a Mila e o Gael dizendo que eram lindos. Concordei, agradecido, mas acredito que ela estava enxergando mais com o coração do que com os olhos. Ficou emocionada, assim como eu. Nos convidou pra entrar e então voltei pra dentro da sua casa depois de trocentos e oitenta mil anos, onde tudo me pareceu tão familiar e gostoso de rever, e onde pude agora ter a oportunidade de contar pros meus filhos algumas historias que vivemos lá. Contei pra eles que a primeira vez que andei com uma bicicleta sem rodinhas foi bem em frente à sua casa, com a sua bicicleta branca e que ainda consigo lembrar nitidamente a sensação gostosa que foi andar livre das rodinhas pela primeira vez, no meu próprio equilíbrio. Também não resisti e fui ver o quintal onde brincamos tanto de Falcon, piscina e aquele brinquedo de uma bola que passa por dois fios e a gente abria os braços pra bola correr até a outra ponta. Se bobear deve existir ainda hoje com outro nome.
Enfim, meu camarada, foi uma surpreendente viagem no tempo que tive o prazer de fazer com meus filhotes e junto com sua mãe hoje. Quem sabe consigo juntar agora as nossas mães pra tentarem trocar uma ideia. Vai ser no mínimo engraçado com as duas sem escutar nem enxergar direito…😄. Teremos que ajudá-las a se entenderem."
| Nesse quintal, vivemos muito da nossa história |
Dedico esse post ao nosso velho amigo e vizinho de rua,
José Zebele.
🙏😔
Há quase dez anos, prestei este vestibular. Agora com duas criaturinhas repletas de lindas páginas já escritas, me sinto na Graduação!
Que venham a Pós, o Mestrado e o Doutorado então.
Não sou um pai perfeito. Mas também sei lá...o que seria o pai perfeito? Talvez aquele que tivesse, no mínimo, a vida revirada de tal forma que sua vida não fosse mais a vida mais importante do mundo, mas a dos seus filhos. Isso no mínimo. No máximo, aí sim, pode ter incontáveis tamanhos.
Tento seguir o tamanho que meu pai teve pra mim e pros meus irmãos. Tenho certeza que eles sabem e o dimensionam da mesma forma que eu: um pai perfeito pra gente!
Ele não se esforçava pra parecer o pai ideal pois pra ele era totalmente natural sê-lo. O sentimento de amor o deixava levar junto com e pelos filhos. Então aprendi assim, naturalmente, com ele.
Mila e Gael, hoje e desde que vocês pintaram na minha vida, me deixo levar pelo amor pra cuidar de vocês.
Fica mais fácil e mais natural.
É o ideal.
...existenciaaaaaaaaaais, tomam conta da minha cabeça.
Todos os erros que eu cometi,
contrariando uma voz que eu não quis ouvir.
Enquanto a galera foi curtir o Museu das Ilusões...
Pronto. Já desmanchei minha relação e uma vez mais iniciei uma nova fase, como há doze anos.
Estamos tratando do fim como tratamos o começo: com todo o cuidado e amor, principalmente com Mila e Gael. Está tudo bem, afinal é o fluxo natural das circunstâncias. Mudanças. Mas a gente se sente meio esquisito, admito. Erro os interruptores, não me acho nos espaços. Fico um pouco pra lá e pra cá, querendo me encaixar nesse novo lar como se fosse um ator ensaiando uma nova peça, tentando encontrar meu lugar certo no palco.
É curioso e interessante.
E com música, tudo fica mais fácil.