Pra que serve a poesia
senão pra fazer a gente pensar
com neurônios que
não costumamos usar
Tampouco aqueles olhos
que não podemos ver
Enxergar os meandros de ideias
que nem concebíamos ter
Às vezes nos perdermos
nos encontrarmos até bem refletir
Reconhecer sentimentos
sem podê-los definir
O que ocorre com a poesia
quando nos arrebata com furor
é tudo, é nada
eu até me esqueço da dor
Das dores, dos amores
dos opostos de Kuala Lumpur
que a poesia então, ao fim e ao cabo
Forja minha rima com o filme Ben Hur
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